O medo persegue o meu inconsciente acorrentado ao sopro da noite
Meus olhos podem ver mais quando não posso controlá-los
Os ouvidos estão mais aguçados
Meus passos tornaram-se mais pesados
Nas avenidas que se transformaram em vielas
As ruas de meu quintal
Formam calçadas irreconhecíveis
Eu não me reconheceria
Pálido e negro
As sombras perseguem minha escuridão
Meus fantasmas só assustam na luz do fogo
O mesmo que incendeia a luz dos meus olhos, que se apagam no choro
Vigiam-me os olhos de quem me seduz à noite
Me olha de um céu tão distante
Cravaria agora mesmo um punhal em meu peito
Mas sabe que eu não posso resistir aos seus mistérios
Se até a lua tem crateras
Por que eu insisto em morrer ?
O tolo
2 dias atrás